Curta: Nanda Costa em ''Uma Idéia Pálida'' Hiato 2010



Curta de Rodrigo Bittencourt em homenagem a Claudio Ulpiano, baseado no texto "Uma Idéia Pálida" que faz parte dos escritos íntimos de Ulpiano e pode ser lido a baixo





A.,
Sua carta produziu em mim uma idéia. Uma idéia na alma. Na parte superior da alma como diz Platão. No pensamento. A idéia de pálido. A estrela que você me deu, a mais bonita que já passou na minha vida, é pálida. As suas palavras escritas em uma carta estranha, são pálidas. A memória que tenho de você, de sua pergunta, é como a estrela que você me deu, pálida. Pálido não é uma cor, não é uma nuance: um rosto pode ser pálido, uma voz pode ser pálida, um sonho pode ser pálido. Uma lembrança pode ser pálida. O pálido é uma espécie de quarta dimensão, que quando se acrescenta às coisas, faz com que estas se tornem belas. A sua carta é um primor; mais do que isto: a sua carta é pálida. E de hoje para sempre, quando olhar para o céu, verei a estrela que você me deu, a mais pálida das estrelas.
A., se nunca mais nos encontrarmos, ainda assim nos encontraremos, quando olharmos para o céu, para o céu pálido, que você inventou com a sua carta, e que me deu… o nosso céu. O céu pálido.
Com toda admiração, e dignidade, presto-lhe uma homenagem de pensador, ao modo do pensador, homenagem à mais pálida das idéias: A.



Curta de Rodrigo Bittencourt em homenagem a Claudio Ulpiano, baseado no texto "Uma Idéia Pálida" que faz parte dos escritos íntimos de Ulpiano 
Roteiro, Produção e direção de Rodrigo Bittencourt
Com Kiko Mascarenhas e Nanda Costa
Fotografia: Bruno Prada
Piano: Sacha Amback toca o 1º movimento da "Sonata ao Luar" de Bethoveen










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